Maioria entre indecisos, mulheres devem definir eleição presidencial


A menos de dois meses da disputa presidencial, um terço do eleitorado brasileiro não tem candidato. A atual rejeição aos nomes que tentam consolidar sua candidatura, porém, não é uniforme: a indefinição do voto feminino hoje é muito superior a do masculino, indicando que a escolha delas terá um peso importante para definir o quadro eleitoral daqui para frente.


As mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). E a incerteza delas se intensifica ainda mais com a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da disputa, cenário hoje mais provável devido à sua condenação em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo a última pesquisa do Instituto Datafolha, se a eleição presidencial tivesse ocorrido hoje com outro petista na disputa (Fernando Haddad), 41% das eleitoras brasileiras não teriam escolhido o candidato. Essa é a soma das que responderam que não sabiam ainda em quem votar ou que votariam em branco ou nulo. Já no caso dos homens, esse percentual cai para 25%.

Quatro anos atrás, quando Dilma Rousseff (PT) concorria à reeleição contra Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), a indefinição entre os homens era parecida (24%), mas entre as mulheres menor do que agora (34%).


Cruzamentos das respostas de intenção de voto disponibilizados pelo Datafolha a pedido de Boas Escolhas mostram que o percentual de indecisão das eleitoras é ainda maior entre as de menor renda (45% das que ganham até dois salários mínimos) e supera metade do eleitorado feminino no Nordeste (52% das moradoras daquela região estão sem candidato).

Em meio a essa indefinição, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) desponta como líder nas pesquisas com até 19% de intenção de voto, apoiado principalmente pelo eleitorado masculino, seguido dos outros candidatos Marina Silva (Rede, com até 15%), Ciro Gomes (PDT, até 11%) e Geraldo Alckmin (PSDB, máximo de 7%).

Se considerado apenas o eleitorado feminino, a líder é Marina, com 17%, contra 12% de Bolsonaro, aponta o Datafolha.


Diante do alto número de indecisas, o candidato que conseguir atrair o eleitorado feminino de menor renda, em boa parte órfão de Lula, terá mais chances de passar ao segundo turno, afirma Rafael Cortez, cientista político da consultoria Tendências.

"A definição do cenário deve vir mais da redução dos indecisos do que da mudança de quem já escolheu um candidato. Nesse sentido, a mulher da baixa renda do Nordeste é o primeiro eleitor que pode mudar a cara da campanha", avalia Cortez.


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