Homem vela o corpo da esposa em casa e dorme ao lado do caixão por seis dias

Prolongando a despedida, o britânico Russell Davison escolheu velar o corpo da esposa por seis dias no quarto onde eles dormiam em uma casa em Derby (Inglaterra). Para explicar sua decisão e defender que não há porque acelerar o luto, o homem divulgou uma carta contando a história da mulher.


Wendy morreu aos 50 anos, depois de mais de uma década com um câncer cervical para o qual ela nunca fez tratamento tradicional. Diagnosticada em novembro de 2006, ela buscou soluções naturais para remediar os efeitos da doença. Há três anos, médicos afirmaram que ela teria apenas mais seis meses de vida, o que motivou os dois a comprarem um trailer, adaptarem seus modos de trabalho e começarem a viajar juntos pela Europa.


Apesar de ter vivido mais que a expectativa médica, Wendy começou a ficar com a saúde debilitada em setembro do ano passado, e eles voltaram para casa, onde ela passou a ser cuidada pelo marido, os filhos e os enteados. ''Ela sentia tantas dores todos os dias, mas nunca reclamava nem sentia pena de si mesma ou dizia qualquer coisa sobre ser injusto ou algo do tipo'', relembra Russell. ''Ela mantinha o foco na gratidão diária e mostrou mais bravura, coragem e graça que eu pensava ser possível ter''.


Em 10 de abril, Wendy parou de comer e na sequência, no dia 15, parou de ingerir líquidos. Sedada desde então, ela morreu ''em muita paz'' e ''sem dor'' em 23 de abril. Naquele dia, Russell e um dos filhos de Wendy limparam o corpo dela, o vestiram e o colocaram em seu ''casulo'' (como preferem chamar o caixão). ''Foi muito especial. Ela parecia absolutamente linda, assim como sempre foi em vida: sem esforço, sem maquiagem, apenas beleza radiante'', conta o homem.


Durante seis dias, amigos e familiares puderam visitar o corpo da mulher, e o homem dormiu ao lado dele, uma experiência que ele considera ter sido ''muito bonita e reconfortante'' para todos. ''Eu descreveria o processo como uma câmara de descompressão emocional, que nos permite começar a aceitar a nossa perda enquanto ela continua conosco'', explica ele. ''A ideia de ser levado em um saco plástico horas após a morte agora nos parece tão alienígena que nós realmente achamos que não poderíamos ter optado por isso. Algo muito bonito aconteceu em nossa casa e Wendy fez isso acontecer''.


Russell ainda diz que a sociedade precisa rever a forma como trata os corpos de entes queridos, e que Wendy ensinou isso. ''Na minha humilde opinião, precisamos tomar o controle de volta. Não deve haver medo de cuidar dos nossos parentes mortos. Wendy, você nos mostrou exatamente como viver e morrer com graça, honra, amor e beleza, então eu sou grato por tudo o que você fez para mim'', escreve Russell.

Complementando a despedida, o homem marcou, para o próximo domingo (14), um ato para celebrar a vida de Wendy Davison.

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