12 séries que são verdadeiras joias escondidas na Netflix

A Netflix é uma benção e uma maldição. Ao mesmo tempo que existem produções sensacionais (com atores incríveis, texto afiado, produção certeira…), existe um grande drama chamado o momento de escolher. É muito difícil. E a vontade de assistir tudo?


Pior: no meio de tanta coisa bacana, algumas joias acabam por escapar e ficam lá, esquecidas, esperando a chance de alguém apertar o play e assisti-las. Para facilitar, a gente separou algumas delas para você salvar já na lista de reprodução.

BoJack Horseman


Como muitos títulos desta lista, a comédia animada ''BoJack Horseman'' também é fruto de uma ideia meio maluca com tudo para ser um fracasso – mas funciona. Para começar, o protagonista – que dá título ao seriado – é metade humano e metade cavalo, melhor: ele vive em um mundo onde bichos e pessoas convivem pacificamente. Extremamente egoísta, narcisista e delusional, ele é um ator que fez muito sucesso nos anos 1990 e passa os dias vivendo das glórias do passado. Sátira ao universo hollywoodiano, a série, ao mesmo tempo que diverte, reflete sobre a efemeridade da fama e como, na maioria das vezes, ela pode ser tóxica. Will Arnett, Alison Brie e Aaron Paul são as vozes por trás do trio principal de personagens desta que pode ser considerada uma das produções mais estranhas e interessantes dos últimos anos.

Mad Men


Uma das produções televisivas mais aclamadas de todos os tempos, ''Mad Men'' faz parte daquela que pode ser chamada a ''Era de Ouro'' da TV norte-americana. Encabeçada por um anti-herói, como manda a cartilha dessa nova safra de seriados dos canais fechados dos Estados Unidos, a série é, de fato, um primor. Seja pela ambientação quase perfeita dos anos 1950, seja pelo texto, pela direção, atuações… A lista é longa. Sim, a gente vai falar a real, começar a assistir não é fácil: os episódios parecem mais longos do que são, existem diversas cenas contemplativas, e, muitas vezes, de fato, nada está acontecendo. Mas, uma vez que aqueles publicitários nova-iorquinos seduzem você, vai ser difícil abandonar essa obra prima cheia de momentos icônicos. As premiações não nos deixam mentir.

The Good Wife


Queridinha das premiações, ''The Good Wife'' é um dos dramas mais elegantes já exibidos na TV norte-americana. Para muitos, pode ser a história de superação da ''boa esposa'' Alicia Florrick (Julianna Margulies), mas é muito mais do que isso: com o universo do direito como pano de fundo, é sobre poder e como ele sempre acaba por transformar as pessoas. É claro que a jornada da mocinha (não tão mocinha) é o grande destaque do seriado, mas os ótimos coadjuvantes, o texto afiado e, principalmente, as discussões muito atuais propostas pelo roteiro fizeram dessa série um sucesso absoluto. Uma joia! Tanto que, após o controverso series finale, o show até ganhou um spin-off, o também excelente ''The Good Fight''.

Top of the Lake


Para quem gosta de dramas policiais, ''Top of the Lake'' é a escolha perfeita. Com apenas seis episódios, a produção está mais para uma minissérie e já começa de forma impactante: Tui (Jacqueline Joe), uma menina grávida aos 12 anos, entra resoluta em um lago na Nova Zelândia. O suicídio dela é o ponto de partida da produção e de uma investigação encabeçada pela policial Robin Griffin, interpretada pela sempre ótima Elisabeth Moss. Levemente inspirado em ''Twin Peaks'' e ''Deadwood'', o show, na verdade, traz muito mais perguntas do que respostas, mas isso não tira o brilho dessa jornada sensacional – só deixa ela mais instigante.

Billions


Sabe aquelas séries que você não dá muita confiança, mas acabam se tornando uma surpresa agradável? Esse é o caso de ''Billions'' que, ano passado, também superou expectativas e foi um sucesso de audiência. Basicamente traz a história de, bem, dois bilionários que vão fazer de tudo para conquistar mais e mais poder. Ok, a premissa não é das mais interessantes ou originais, mas os personagens principais, bem construídos, por sinal, fazem tudo valer a pena. Com Damian Lewis, de ''Homeland'', no elenco.

The Americans


Uma das melhores séries da atualidade, ''The Americans'' também é dona de um enredo dos mais absurdos – mas que faz total sentido. Dois espiões russos (que trabalham para a KGB), após anos de treinamento, se infiltram nos Estados Unidos e passam a viver como um casal suburbano, em Washington. Espere por muitas missões secretas, traições, explosões, perucas ridículas e sexo (não explicito). E sabe o que é mais legal? A série é toda ambientada nos anos 1980. Os protagonistas são interpretados por Keri Russell, a eterna ''Felicity'', e Matthew Rhys e, a título de curiosidade, a química deles é tão boa que levaram a relação da ficção para a vida real e hoje são marido e mulher.

iZombie


''iZombie'' une em uma só série dois sucessos de audiência: programas com temática adolescente e zumbis. Mas, muito diferente de outras tentativas televisivas nessas searas, esse projeto, baseado nos quadrinhos homônimos, é dos mais inteligentes e bem-humorados. Olivia – Liv – Moore (Rose McIver) era uma médica dona de uma das vidas mais chatas de Seattle, nos Estados Unidos. Azarada, no dia que decidiu fazer algo – espontâneo – foi atacada por zumbis e acaba se tornando uma também – mas, ao contrário da maioria dessas criaturas, ela tem consciência! Com apetite por cérebros, começa a trabalhar em um necrotério e passa a ser uma grande aliada da polícia para resolver os mais diversos casos, já que ao comer o cérebro de alguém ela temporariamente adquire visões e habilidades da vítima. Claro que no meio disso tudo rolam uma ou duas ''paixonites'' na vida dessa zumbi camarada. Para assistir sem compromisso e, de preferência, antes ou depois de comer.

Chewing Gum


Tracey Gordon (Michaela Coel) é uma mulher londrina, periférica e, como muitas outras, está tentando descobrir quem é. Criada por uma família muito religiosa, ela trabalha em um mercadinho e só quer ter liberdade para fazer as próprias escolhas. Às vezes, ela acerta, às vezes, o tombo é bem grande. A parte boa? Ela não se importa e está disposta a lidar com todas as consequências dos erros dela e a lutar pelas coisas nas quais acredita. Engraçada e atual, a série também tem o mérito de apresentar uma outra Londres – muito distante do centro e da riqueza.

Freaks & Geeks


Dona de uma das aberturas mais icônicas de todos os tempos, ''Freeks & Geeks'', na época de exibição, foi um fracasso retumbante de audiência, tanto que foi cancelada após 12 episódios (18 foram ao ar, mas o normal seriam pelo menos 22). E, como dizem os avós, o tempo é realmente o Senhor da razão e a série ganhou o status de cult, além de queridinha dessas ''listas de melhores de todos os tempos''. Também pudera, ousada, sarcástica e cheias de referências pop, a produção era direcionada aos adolescentes, se passava em uma escola dos anos 1980, mas não tratava o público dela como um idiota, pelo contrário, brincava com os clichês e estereótipos! Foi responsável por revelar diversos talentos relevantes até hoje no show business: Seth Rogen, Linda Cardellini, James Franco, Jason Segel e Busy Phillips.

Greenleaf


Uma série produzida por Oprah Winfrey, com participação de Oprah, e exibida no canal de Oprah. Tem como melhorar? Sim, claro: o seriado é um novelão dos bons (bem aos moldes das produções de Shonda Rhimes) que narra os segredos e, principalmente, as mentiras dentro de uma família poderosíssima e riquíssima dona de uma igreja famosíssima. É basicamente um sucesso!

Penny Dreadful


Reúne diversos ícones da literatura, como Frankenstein, ''Lobisomen'' e Dorian Gray (Reeve Carney) e, bizarramente, funciona. Perfeita para quem gosta de história de terror e produções de época. Eva Green, intérprete de Vanessa Ives, está soberba e é o grande destaque da produção. Ah, a abertura não é das mais agradáveis, mas a série no geral é um primor.


Lady Dynamite


''Lady Dynamite'' é uma das coisas mais absurdas e subversivas já produzidas na TV e só mesmo a Netflix para ter coragem de exibir essa estranha joia. Com uma narrativa fragmentada, apresenta a história da atriz Maria Bamford (interpretando ela mesma) que, após alguns meses se recuperando de um transtorno bipolar, resolve recomeçar a vida praticamente do zero e procurar trabalhos que exijam menos dela. Assistir ao seriado é uma experiência de metalinguagem, é como entrar na mente da comediante e ter a oportunidade de acessar tanto as memórias, ansiedades e as tristezas. É bizarro, mas muito bonito: ela trata de um tema espinhoso – e pouco falado – como a doença mental de uma forma engraçadíssima e, às vezes, poética.




* Escrito pelo Colunista Leandro Antunes do Cultura Coletiva com colaboração externa do Editor-assistente Lucas Castilho.

Mais lidas da semana 🔥

Sisu abre inscrições para o 2º semestre

Conheça o criador do jogo Baleia Azul

'A Cabana' é acusado de heresia por parte dos evangélicos

Emmanuel Macron é eleito presidente da França

Pai mata filha de 11 meses e comete suicídio ao vivo no Facebook

Ela se vestiu de homem para viajar livremente no século 19

Homem que agrediu a própria mãe idosa é preso após repercussão de vídeos

Bronquiolite: 10 perguntas e respostas sobre a doença

Gripe: vacina, sintomas e tratamento