As modalidades de diagnóstico por imagem


As técnicas de diagnóstico por imagem começaram a se desenvolver apenas no final do século XIX e início do século XX, mas muito já foi alcançado desde então. Se o físico alemão Wilhelm Roentgen mal conseguia discernir os ossos do corpo no primeiro raio-X da história, atualmente, com todo o desenvolvimento tecnológico promovido, os exames de imagem já permitem a visualização de vasos sanguíneos e até a reconstrução em 3D de diversas estruturas. No Brasil, o diagnóstico por imagem é uma especialidade médica conhecida como Radiologia e Diagnóstico por Imagem que leva à formação de médicos radiologistas. Mas, afinal, que modalidades de diagnóstico por imagem existem? Como cada procedimento é feito e para que serve? Confira a seguir, todas essas respostas:

Radiografia simples

Com a descoberta dos raio-X por Wilhelm Roentgen, em 1895, a medicina diagnóstica passou por uma revolução completa. E não é tão complicado quanto se pode imaginar a princípio: devido à diferença de composição e densidade das diversas partes do corpo humano, cada estrutura absorve uma quantidade diferente de raios-X, permitindo que o restante seja absorvido pelo filme fotográfico. Forma-se, assim, uma imagem 2D sobreposta a todas as estruturas atravessadas.

Atualmente, os equipamentos de raios-X podem ser fixos ou portáteis, que permitem a realização de exames em pacientes restritos ao leito e convencionais ou digitais, que utilizam um detector capaz de converter a imagem em sinais elétricos e transmiti-los imediatamente para o computador. Além de radiografias do esqueleto para a identificação de fraturas e de algum tipo de degeneração articular, os raios-X do tórax e do abdome são os mais comumente realizados.

Radiografia contrastada

Na radiografia contrastada, utiliza-se uma substância radiopaca (geralmente sulfato de bário) para permitir a visualização de estruturas específicas. O contraste deve ser administrado no local de escolha e os raios-X emitidos no momento ideal. As radiografias contrastadas mais comuns são:

– Articular: para essa radiografia, o contraste é injetado dentro da cavidade de forma a delinear e detalhar os tecidos moles e o contorno da articulação;

– REED: a radiografia de faringe, esôfago, estômago e duodeno (mais conhecida pela sigla REED) é realizada após a ingestão de sulfato de bário para a identificação de lesões, estenoses, tumores e anormalidades funcionais ou musculares na parte proximal do trato intestinal;

– Enema opaco: realizado para estudo do intestino grosso, o enema opaco é feito após o devido preparo intestinal e a introdução de contraste baritado por meio de uma sonda; consiste na realização de diversas radiografias sequenciais e permite a investigação de divertículos, pólipos, tumores e obstruções.

Angiografia

Criada no final da década de 1920, a angiografia também pode ser considerada uma forma de radiografia contrastada, uma vez que envolve a administração de contraste radiopaco no lúmen dos vasos sanguíneos ou até mesmo do coração, para a visualização dessa rede vascular pela emissão de raios-X. As imagens geradas pelo fluoroscópio podem formar uma série de fotos ou mesmo um vídeo, permitindo a visualização do fluxo do contraste pelos vasos e a identificação de pontos de estenose ou obstrução.

Mamografia

Embora sejam utilizados raios-X formados a partir do metal molibdênio, que possuem menor energia que os empregados nas radiografias ósseas para aumentar o contraste e a qualidade da imagem, a mamografia nada mais é que uma radiografia das mamas. O exame é considerado padrão ouro para o rastreamento de câncer de mama em mulheres de todas as idades e em mamas de todas as densidades, permitindo a detecção de nódulos ainda não palpáveis no exame clínico. O diagnóstico precoce dessas lesões garante um prognóstico melhor, reduzindo a mortalidade e aumentando a sobrevida de mulheres com câncer de mama.


Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada combina a emissão de uma quantidade maior de raios-X, organizados na forma de feixes colimados, com o processamento computadorizado da imagem. Assim são gerados diversos cortes que dão fim à superposição de estruturas, permitindo uma visualização mais acurada, detalhada e precisa dos segmentos corporais em todos os seus eixos.

Tomografia por emissão de pósitrons

Mais conhecida como PET CT, a tomografia por emissão de pósitrons é um exame de imagem da medicina nuclear, não fazendo parte das funções do radiologista. O exame utiliza a emissão e a detecção de pósitrons de radionucleotídeos para gerar imagens em 3D ou em cortes, contando ainda com um contraste venoso de flúor radioativo que ajuda a identificar as áreas de maior atividade metabólica. Assim, a técnica gera informações mais precisas sobre o funcionamento e o metabolismo de uma estrutura ou órgão, ao mesmo tempo em que apresenta menor precisão sobre sua anatomia e morfologia. Os resultados da PET ainda podem ser sobrepostos aos da tomografia computadorizada convencional, gerando uma terceira imagem para auxiliar os profissionais de saúde no diagnóstico.

Densitometria óssea

A densitometria óssea permite a análise de todo o esqueleto em relação ao volume e à densidade do tecido ósseo, quantificando a densidade mineral por meio da emissão de raios-X em baixas quantidades e do processamento computadorizado dos dados. Esses achados permitem a identificação de uma possível redução da massa óssea, bem como o diagnóstico de osteopenia ou osteoporose e a predição do índice de fratura óssea.

Ressonância magnética

Ao contrário dos outros exames de imagem, a ressonância magnética utiliza radiação não ionizante e magnetismo para movimentar os átomos de hidrogênio no corpo e gerar uma imagem no computador, sendo considerada um exame de espectroscopia. É recomendada principalmente para o estudo de músculos, articulações e encéfalo, assim como do sistema cardiovascular. Também é empregada com fins de planejamento cirúrgico. Como não há emissão de radiação ionizante, a ressonância é um exame seguro para crianças e gestantes.

Ultrassonografia

O ultrassom permite a visualização de estruturas internas por meio de uma sonda que emite ondas sonoras de alta frequência (geralmente entre 2 e 4MHz) e da análise do eco desse som para gerar imagens em tempo real. Alterando-se o tamanho e o formato do transdutor, é possível realizar ultrassons de praticamente qualquer parte do corpo, desde que a estrutura não seja muito interna ou protegida por ossos, analisando o funcionamento dos órgãos. Como são ondas sonoras não ionizantes, o exame não oferece qualquer risco à saúde. Por meio da análise do efeito Doppler, o ultrassom também pode analisar a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo. E quando combinado a um sistema de processamento de imagens em 3D, é capaz de gerar imagens mais detalhadas. Graças a isso, hoje os futuros pais podem ver a fisionomia de seus bebês ainda durante a gestação, por exemplo.

Medicina nuclear

Fato é que, embora limitada por seu custo elevado, a medicina nuclear tem ganhado cada vez mais mercado. Além da tomografia com pósitrons (PET CT), a medicina nuclear ainda realiza a cintilografia da tireoide, do cérebro, das suprarrenais, das paratireoides, do pulmão, do miocárdio, dos rins, de neoplasias, de linfonodos e dos ossos, sendo essa última uma das mais usadas. Tudo isso é feito por meio das imagens geradas por isótopos radioativos de moléculas utilizadas pelas células-alvo, permitindo a avaliação do funcionamento e do metabolismo do local.


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